Excesso de autoconfiança: como isso pode te atrapalhar?

A autoconfiança tem um papel indispensável para quem deseja alcançar o sucesso profissional. É com a ajuda dela que sentimos coragem e determinação para arriscar em desafios ou fazer novas tentativas de antigos sonhos, mesmo quando as anteriores falharam.

Seus benefícios também alcançam o crescimento pessoal e profissional sob diversos aspectos. Por exemplo: indivíduos autoconfiantes são menos ansiosos e estressados e têm muito mais motivação. Além disso, eles tendem a se conhecer melhor, compreendendo suas competências, habilidades e limitações.

A autoconfiança traz, ainda, a capacidade de não se deixar abater facilmente diante de obstáculos, que são superados com mais facilidade por pessoas autoconfiantes do que por aquelas sem confiança alguma.

É por isso que devemos constantemente investir na autoconfiança!

No entanto, como tudo na vida, a autoconfiança precisa ser moderada, já que seu excesso não é nada benéfico. É que, quando desenvolvida de forma exagerada, a confiança em si mesmo pode representar um problema para você e para aqueles que estão ao seu redor em seus círculos sociais e profissionais.

Ainda que você tenha uma visão positiva de seu “próprio eu”, se o excesso de autoconfiança é uma das suas características é provável que as outras pessoas não lhe vejam tão bem assim…

Uma autoconfiança muito grande transmite arrogância, dando a impressão presunção e prepotência.

Isso dificulta a construção da construção de empatia por parte de quem está no seu convívio – seja no trabalho, seja em suas amizades. E você não quer que as outras pessoas tenham dificuldade em dialogar e manter boas relações com você, não é mesmo?

E não é só a forma como os outros lhe veem que é prejudicada!

Indivíduos excessivamente autoconfiantes desenvolvem crenças de si mesmos que nem sempre correspondem à realidade – muitas vezes eles tendem a acreditar que são capazes de realizar tarefas que não estão dentro das suas habilidades, por exemplo.

Além disso, essas mesmas pessoas também costumam não embarcar em projetos que não consideram “bons o suficiente” para elas, acreditando serem superiores a determinados trabalhos.

Mas falta de humildade é apenas um dos vários perigos do excesso de autoconfiança, que traz diversas consequências, principalmente no ambiente de trabalho, como eu descrevo a seguir:

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Excesso de autoconfiança no ambiente de trabalho

Como vimos acima, o comportamento excessivamente autoconfiante é um obstáculo para o crescimento profissional, já que afeta a dinâmica com colegas de trabalho, inclusive para aqueles que estão em cargo de chefia.

Enquanto a autoconfiança é um excelente apoio para superar dificuldades, o exagero dela chega a ser um defeito e pode ter resultados bem negativos:

 

1 – Não ter os pés no chão

Pessoas com excesso de autoconfiança agem de maneira pouco razoável, ora ousando de maneira desmedida, sem considerar os riscos, ora desprezando projetos de trabalho que poderiam ser excelentes para sua bagagem profissional.

Riscos devem ser ponderados para evitar crises e acidentes de trabalho, até porque a humildade é uma característica fundamental de qualquer trabalhador competente e de qualquer pessoa admirável.

 

2 – Estagnação

Pois é! Mesmo o sujeito que acha que sabe de tudo e que tem todas as habilidades necessárias pode chegar a estagnar. Isso porque ele fica tão preso ao próprio umbigo e superestima tanto suas qualidades que não abre os olhos para seus pontos fracos.

Para que possamos evoluir, temos que dar atenção também aos nossos pontos que precisam ser aprimorados! Sem isso, não há equilíbrio na autoconfiança. Se não investe em melhorar suas limitações, o profissional se torna uma pessoa cada vez menos qualificada.

 

3 – Achar que é superior

Aqui temos dois problemas…

A pessoa que se coloca em um patamar acima das outras acaba diminuindo o trabalho alheio: por considerar que tem mais competências que os demais funcionários, ela acha que o trabalho sempre fica melhor quando ela mesma que o realiza. E o resultado disso é o isolamento, já que essa atitude afasta os colegas e atrapalha a evolução dos profissionais e da empresa.

A segunda questão diz respeito à sensação de menosprezo que ela pode transmitir, o que também contribuiu para o afastamento das outras pessoas e para a criação de dificuldades nas relações interpessoais no trabalho.

 

4 – Desatenção

Tanta confiança gera certa despreocupação. Detalhes passam despercebidos aos olhos do profissional com excesso de autoconfiança, que confia tanto em si mesmo que já atua no modo automático e deixa passar itens menores que mereciam mais atenção em uma revisão de tarefas, por exemplo.

 

5 – Pensar que sabe de tudo

Conselhos e observações não costumam ser valorizados por profissionais excessivamente autoconfiantes. Eles também acreditam que sabem tanto que não conseguem enxergar como o mundo está evoluindo constante e rapidamente. Convém prudência ao ter confiança demais em um modelo de trabalho e no conhecimento que se tem dele.

 

6 – Reputação negativa

Indesejada por qualquer profissional, a imagem negativa é consequência da forma com que você se porta diante do mundo. A autoconfiança exagerada transmite uma impressão ruim, como falamos acima, fazendo com que você “caia no conceito” dos outros.

Isso leva a um clima desarmonioso na equipe, dificuldades em projetos de trabalho, incluindo negociações com clientes, e afastamento do resto da empresa. Afinal, você quer ser reconhecido como um profissional qualificado ou grosseiro?

 

Autoconfiança x excesso de autoconfiança

Tenha em mente que esses são problemas constatados em pessoas com excesso de autoconfiança – não em indivíduos confiantes, e que há diferenças gritantes entre os dois.

Pessoas com autoconfiança – de forma saudável! – são capazes de produzir excelentes resultados para a própria carreira e para a empresa. Costumam ousar, mas sempre colocando os riscos na balança, não ficam estagnados e se propõem a tentar o que é novo com um olhar mais sensato.

Elas entendem quais são suas limitações e não têm vergonha em reconhecê-las – até porque não devem ter mesmo! Ter ciência de nossas barreiras é o que nos faz procurar melhorá-las.

Se o seu problema, por outro lado, é a falta de autoconfiança, temos boas notícias. Estudos já provaram que podemos reprogramar nosso cérebro para que tenhamos mais confiança, arriscando aos poucos, em um esforço contínuo. Mas isso fica para outro texto!

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